
O que aconteceu
Renato Celso Bonomo Purini, marido da prefeita de Bauru (SP), Suellen Rosim (PSD), e secretário municipal de Governo, foi preso preventivamente em 16 de outubro de 2026, na segunda fase da Operação Cavalo de Troia. A operação investiga um suposto esquema de fraude em uma licitação para a concessão dos serviços de gestão integrada de resíduos sólidos de Bauru, com duração de 30 anos e valor estimado em R$ 5,2 bilhões. A Justiça de São Paulo negou no dia 17 de outubro o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Purini.
Segundo Estadão e G1 e CNN Brasil
Em detalhes
Investigação aponta cobrança de propinas e pagamentos indevidos. Segundo o Ministério Público, Purini teria solicitado vantagens indevidas ao núcleo empresarial ligado à Estre Ambiental e estruturado seu recebimento por meio do advogado Marcos Libanore Caldeira. O Estadão relata que foi emitida e paga uma nota fiscal no valor de R$ 750 mil, com cobrança adicional de R$ 90 mil. O G1 informa que a Estre transferia valores ao advogado sob justificativa de pagamentos por serviços jurídicos, e depois, segundo a investigação, o advogado repassava as quantias ao ex-secretário.
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O conjunto probatório indica que Renato Celso Bonomo Purini, em razão da atuação funcional desempenhada em benefício do empreendimento, solicitou vantagens indevidas ao núcleo empresarial ligado à Estre Ambiental
— EstadãoA Estre transferia valores ao advogado Marcos Libanore Caldeira sob a justificativa de pagamentos por serviços jurídicos. Depois, segundo a investigação, o advogado repassava as quantias ao ex-secretário
— G1
Suspeita de tentativa de fuga antes da prisão. O Ministério Público investiga se Purini tentou fugir antes de ser preso. Segundo o G1, ele saiu de casa na madrugada do dia 16 de outubro e circulou de carro por ruas próximas à sede do MP e da Prefeitura, sem entrar em estabelecimentos. Foi preso na Avenida Getúlio Vargas após ser abordado por equipes policiais em via pública. O G1 também relata que Purini trocou de aparelho celular logo após a deflagração da primeira etapa da operação, realizada no início de setembro.
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O Ministério Público investiga se o ex-secretário de Governo e marido da prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), Renato Purini, tentou fugir antes de ser preso durante a segunda fase da Operação Cavalo de Troia
— G1
Exoneração e histórico de condenação anterior. A Prefeitura de Bauru informou que Renato Purini foi exonerado do cargo de secretário municipal de Governo após sua prisão. Segundo o G1, Purini assumiu a pasta em julho de 2025, após um período conturbado à frente do Departamento de Água e Esgoto (DAE). O G1 relata que ele tinha uma condenação definitiva decorrente de um processo de 2003/2004, relativo ao seu primeiro mandato como vereador, que investigou a contratação irregular de uma assessora e gerou multa de aproximadamente R$ 1 milhão, paga em outubro de 2024.
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A prefeitura informou que, desde o início das investigações, colabora com o Ministério Público e que Renato Purini foi exonerado após sua prisão
— EstadãoEm julho de 2025, Purini assumiu a Secretaria Municipal de Governo, pasta criada pela Prefeitura de Bauru durante a elaboração do novo organograma, após um período conturbado à frente do Departamento de Água e Esgoto (DAE)
— G1
Prefeita não é alvo e prestou depoimento. O Ministério Público informou que a Operação Cavalo de Troia, no estágio atual, está circunscrita às condutas individualizadas de Renato Purini e de outros investigados, não tendo por objeto a apuração de atos atribuídos à prefeita. Segundo o G1, a prefeita Suellen Rosim foi ouvida horas depois da prisão do marido, na Câmara dos Vereadores, em reunião da Comissão Processante que investiga se houve negligência de sua parte na licitação do lixo. Durante o depoimento, negou ter recebido vantagens indevidas e disse desconhecer encontros entre o marido e o executivo da Estre Ambiental.
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O Ministério Público assinala que a Operação Cavalo de Troia, em seu estágio atual, está circunscrita às condutas individualizadas de Renato Purini e de outros investigados, 'não tendo por objeto a apuração de atos atribuídos à prefeita'
— EstadãoJá a prefeita Suéllen Rosim, esposa de Purini, foi ouvida horas depois da prisão do marido, na Câmara dos Vereadores na reunião da Comissão Processante que investiga se houve negligência da parte dela como chefe do executivo
— G1
Onde os veículos divergem
Nas matérias lidas, não encontramos divergência de fato entre os veículos.
Escrito por IA a partir do texto de 8 matérias, em 28/10 · 17:07. Cada ponto só aparece se os trechos citados existem nas matérias; nada vem de fora delas.
O que cada veículo publicou
O acontecimento não recebe um lado político
A barra conta veículos, não matérias, pela orientação editorial de cada um. Ela mostra quem deu atenção ao fato, e não de que lado ele está. A análise de cada matéria olha as escolhas daquele texto, não o veículo. Veículos sem classificação aparecem na lista, mas ficam fora dos percentuais.
Entenda a metodologia ↗