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PF aponta que amigo de Flávio Bolsonaro recebia informações sigilosas do STJ e MPF

A Polícia Federal apontou que Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, recebia vazamentos de minutas do Superior Tribunal de Justiça e pareceres sigilosos do Ministério Público Federal.

Como os veículos cobrem este acontecimento2 veículos
Esquerda 100%
Imagem: Revista Fórum, na matéria original
01 / A notícia

O que aconteceu

A Polícia Federal investiga o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), por suspeitas de receber antecipadamente minutas de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pareceres sigilosos do Ministério Público Federal (MPF). O principal suspeito de intermediar os vazamentos é o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares, que foi subprocurador-geral da República e chegou a ser cotado para procurador-geral da República em 2019 por sua proximidade com Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. Segundo a PF, o acesso antecipado a essas informações sigilosas permitia ao escritório ajustar estratégias jurídicas em tempo real, decidindo sobre a apresentação ou desistência de recursos conforme o resultado esperado dos julgamentos.

Segundo Revista Fórum e Brasil 247

Em detalhes

  • Casos concretos investigados. A investigação da PF detalha ao menos dois episódios. No primeiro, em setembro de 2026, o escritório de Willer Tomaz recebeu a minuta de um acórdão do STJ no dia 16 de setembro, dois dias antes da assinatura oficial em 18 de setembro, envolvendo disputa de R$ 176,4 milhões entre herdeiros e duas construtoras representadas por Tomaz. Antes da publicação da decisão, as construtoras desistiram de um recurso que já estava na pauta para julgamento. No segundo caso, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), cliente de Tomaz, e a Editora Abril protocolaram pedidos de desistência de recursos na noite anterior a uma sessão do STJ em setembro de 2025.

    Revista Fórum · Brasil 247ver trechos
    • o escritório de Willer Tomaz recebeu a minuta de um acórdão do STJ no dia 16 de setembro, dois dias antes da assinatura oficial, em 18 de setembro — Revista Fórum
    • o senador Weverton Rocha (PDT-MA), cliente de Willer Tomaz, em uma ação por danos morais contra a Editora Abril, responsável pela publicação da revista Veja — Brasil 247
  • Relação entre Tomaz e Flávio Bolsonaro. Segundo a investigação da PF, Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro eram beneficiários de uma mesma conta bancária no Santander, e o advogado teria bancado viagens do senador na Europa. A suspeita é de que Flávio Bolsonaro seria sócio oculto do amigo na empresa.

    Revista Fórum · Brasil 247ver trechos
    • Segundo a investigação da PF, os dois eram beneficiários de uma mesma conta bancária no Santander, e o advogado teria bancado viagens do senador na Europa — Revista Fórum
    • o advogado e o senador figuravam como beneficiários de uma mesma conta bancária no Santander. A reportagem também informou que Tomaz custeou viagens de Flávio à Europa — Brasil 247
  • Investigação interna e próximos passos. O STJ confirmou que abriu uma investigação interna sobre os vazamentos. O material apurado sobre o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares foi encaminhado ao MPF para que a instituição opine sobre o foro competente para processar o caso. Com a aposentadoria de Soares, consumada em março de 2026, o entendimento atual é que o caso deve ser remetido à primeira instância.

    Revista Fórum · Brasil 247ver trechos
    • O STJ confirmou que abriu uma investigação interna sobre os vazamentos de decisões apontados pela PF — Revista Fórum
    • O tribunal informou ao UOL que instaurou uma investigação sobre o episódio — Brasil 247
  • Negativa do advogado. Willer Tomaz negou categoricamente ter obtido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou pareceres sigilosos, assim como ter interferido ou ajustado o conteúdo de manifestações do Ministério Público Federal. O advogado afirmou que sua atuação sempre observou a legislação e as prerrogativas profissionais da advocacia.

    Brasil 247ver trechos
    • nega categoricamente ter obtido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou pareceres sigilosos, assim como ter interferido ou ajustado o conteúdo de manifestações — Brasil 247

Onde os veículos concordam

  • Sete casos de vazamento e ajuste de pareceres. Tanto a Revista Fórum quanto o Brasil 247 relatam que a investigação da PF elenca sete casos em que o procurador Antônio Carlos Simões Soares teria repassado informações sigilosas e combinado previamente o conteúdo de pareceres do MPF com Willer Tomaz.

    Revista Fórum · Brasil 247ver trechos
    • A investigação elenca sete casos em que essa prática teria ocorrido — Revista Fórum
    • A Polícia Federal identificou sete episódios nos quais Antônio Carlos Simões Soares teria antecipado informações e influenciado o conteúdo de pareceres do Ministério Público Federal — Brasil 247
  • Suspeita de envolvimento de funcionário do STJ. Ambos os veículos reportam que a PF suspeita do envolvimento de um funcionário de informática do próprio STJ como possível canal de acesso antecipado às minutas de decisões do tribunal.

    Revista Fórum · Brasil 247ver trechos
    • Além de Soares, a PF suspeita do envolvimento de um funcionário de informática do próprio STJ como canal de acesso antecipado às minutas de decisões do tribunal — Revista Fórum
    • A investigação também aponta a possível participação de outros interlocutores no fornecimento de documentos, entre eles um funcionário da área de informática do próprio STJ — Brasil 247
  • Operação de busca e apreensão em agosto. Revista Fórum e Brasil 247 relatam que Willer Tomaz foi alvo de busca e apreensão da PF em agosto de 2026, em operação que investigava suspeita de lavagem de dinheiro desviado de aposentadorias relacionada ao senador Weverton Rocha (PDT-MA).

    Revista Fórum · Brasil 247ver trechos
    • Tomaz também foi alvo de busca e apreensão da PF em agosto, em operação que investigava suspeita de lavagem de dinheiro desviado de aposentadorias para o senador Weverton Rocha (PDT-MA) — Revista Fórum
    • O advogado foi alvo de uma operação de busca e apreensão em agosto de 2026. Os investigadores apuram a suspeita de que recursos desviados tenham sido lavados em benefício do senador Weverton Rocha — Brasil 247

Onde os veículos divergem

Nas matérias lidas, não encontramos divergência de fato entre os veículos.

    Escrito por IA a partir do texto de 2 matérias, em 17/10 · 12:39. Cada ponto só aparece se os trechos citados existem nas matérias; nada vem de fora delas.

    02 / Linha do tempo

    O que cada veículo publicou

    03 / Como ler a cobertura

    O acontecimento não recebe um lado político

    A barra conta veículos, não matérias, pela orientação editorial de cada um. Ela mostra quem deu atenção ao fato, e não de que lado ele está. A análise de cada matéria olha as escolhas daquele texto, não o veículo. Veículos sem classificação aparecem na lista, mas ficam fora dos percentuais.

    Entenda a metodologia ↗
    Como este acontecimento foi montado. As matérias foram agrupadas por IA e o acontecimento foi publicado sozinho quando veículos diferentes cobriram o mesmo fato; a equipe corrige o que estiver errado. A análise de cada matéria é feita por um painel de modelos de IA e só aparece quando eles concordam; revisores identificados podem confirmar ou corrigir. Mostramos só título, link, imagem de prévia do veículo e trechos curtos: leia a matéria completa no site do veículo.